Administra o teu Blog

Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis

Blog da Nana

Arquivo: Março 2007

01/03/2007 GMT 1

Trago

lucinana @ 22:21

Trago em mim a luz
A que me leva, a que me conduz
A que me enleva, a que me seduz

Trago em mim a paz
A que me conforta, a que me apraz
A que me busca, a que me traz

Trago em mim a dor
A que me destrói, a que me faz decompor
A que me alivia, a que me lembra o amor

Trago em mim a lua
A que me entontece, a que me deixa nua
A que me silencia, a que me deixa crua

Trago em mim o som
O que me comove, o que me dá o tom
O que me move, o que é o meu dom

Trago em mim a cor
A que me colore, a que me deixa com rubor
A que me apaga, a que me faz recompor

Trago em mim a flor
A que me enfeita, a que me dá sabor
A que me conforta, a que me dá calor

Trago em mim o céu
O que me enfeitiça, o que me tira o véu
O que me eterniza, o que deixa ao léu

Trago em mim a luz
A paz
A dor
A lua
O som
A cor
A flor
O céu

Espero que um dia, talvez
Todos eles me traguem de uma vez

Limpeza

lucinana @ 22:20

Na minha higiene mental de todo dia
Procuro primeiro despir-me dos meus sonhos
Para depois lavar com fúria a sujeira que me infecta
Esfrego sôfrega as manchas de nascença
Na esperança vã fazer delas motivos de uma crença
Limpo os cantos vazios da minha mente
Tentando preenchê-los de cantos líricos
Alimento meu corpo inerte e carente
De promessas e desejos oníricos
Seco com esponjas estéreis a umidade dos meus poros
Com hastes inflexíveis de algodão
Pra tentar apagar de vez as marcas de uma paixão.

Passado

lucinana @ 22:09

Foram tantos os “pra sempre” ditos

Foram tantas as desditas

Foram quebrados todos os mitos

Foram promessas vãs, malditas

Foi a certeza do jamais

Foi a consciência do prazer

Foi apenas o “nunca mais”

Foi a vida por fazer

Foi a plenitude do tudo

Foi a ausência do nada

Foi meu amor alucinado e mudo

Foi felicidade à mim negada

Ente

lucinana @ 22:08

Habitante da noite

Viajante do tempo

Transeunte da via-láctea

Figurante do show da vida

Adolescente de quimeras mil

Assaltante de idéias e ideais

Fulgurante em querer ser

Resplandecente em sorrisos falsos

Implicante com o azar que perdura

Beligerante com a dor alheia

Pulsante de alegria insípida

Combatente da luta inglória

Carente do que já fui

Dormente de paixões

Crente que as terei

Diametralmente oposta à mim mesma...

Todos os ritmos de mim

lucinana @ 22:08

Não sei se minha vida soa falsa

Como dois bailarinos numa grande valsa

Não sei se embalada numa sonata

Como o ébrio apaixonado numa serenata

Não sei se embalada ao som de um blues

Como dois amantes totalmente nus

Não sei se a alegria dos passos do mambo

Se traveste em mim na tristeza de um tango

Talvez, quem sabe ainda o samba, com seu vigor

Faça com que eu, consumada, esqueça minha dor

Não sei se tenho competência pra reger minha íntima orquestra

De certa maneira pareceria desonesta

Se meus compassos rimariam com meus passos

Se meus solfejos desenterrariam antigos desejos

Se minhas colcheias virariam areia

Talvez eu saiba que todos os versos da minha vida-canção

Traduzam de fato minha verdadeira emoção

Que minha pequena clave de sol se destaca e me deixa nua

E eu, qual louca, anseio pela clave de lua!

Talvez eu saiba, com certa maestria

Que qualquer ritmo, de tristeza ou alegria

Faz de mim a louca mítica, rítmica e sinfônica

A ponto de deixar-me totalmente atônita

Só assim, somando-se todos os ritmos do mundo

Todos os acordes possíveis

Todas as dissonâncias existentes

Toda uma seqüência estética

Eu perceberia, pasma,

Que a minha lírica é a poética!

Meios

lucinana @ 22:08

Meias palavras não traduzem meias verdades

Embola-se o meio de campo

Pululam os meio-termos

A meia lua irrompe em pleno meio-dia

A meia-calça da menina é vestida em meia-hora

Se sou meio louca é só porque não fui meio tola

Não tenho meio-irmão, nem meios de sabê-lo

Que minhas vontades se partam ao meio

Que tudo tenha um meio peso

De peso inteiro já faço mea culpa..

Ontem

lucinana @ 22:07

Se escrevia como desabafo
hoje não mais o faço
desabafei-me?
não...
desabei-me, talvez..
resto-me, apenas..
as chaves do meu um dia mundo
abriram as portas do impenetrável
e se perderam no impossível..
abrir-me não mais
apenas florir-me quando em vez
sem desabrochares belos
apenas o círculo da natureza se cumprindo
encompridando-me mais q devia
ou merecia..

Querer-me

lucinana @ 22:07

Os meus quereres são todos tão simples e tão caros
queria, por exemplo, madrugar-me no teu sono
entardecer-me na tua labuta
e anoitecer-me em teu descanso

clarear-me em tuas trevas
escurecer-me em tua luz

florescer-me em espasmos de alegria
frutificar-me em teus sulcos

banhar-me em teus líquidos
sangrar-me em teus cortes

aprofundar-me em tua carne
enraizar-me toda inteira

cicatrizar-me em ti.

Deixe

lucinana @ 22:07

Tirar os pés do chão
jogar as mãos pro céu
deixar-se levar

Tirar os pós do pão
jogar os sãos ao léu
deixar-se arrebatar

Tirar as pás da mão
jogar os grãos no mel
deixar-se levitar

Tirar o pus do cão
jogar os nós no fel
deixar-se matar...

Tempo

lucinana @ 22:07

Era um tempo que não mais
tempo que ficou pra trás
era o tempo do jamais
tempo que burilou a paz

era um tempo do que se foi
tempo de ser rei
era o tempo que corrói
tempo que não sei

era um tempo que fazia
tempo em que permanecia
era o tempo do que ria
tempo que jazia

era um tempo do senão
tempo de caçar rumo
era o tempo do coração
tempo que perdi o prumo

era um tempo de existir
tempo de tentar viver
era o tempo do porvir
tempo de apenas ser

Colocações

lucinana @ 22:06

Primeira vez de uma segunda chance, que veio sem que pedisse..
segundo tempo da primeira vida, se é que outras virão..
terceiro olho estampado na face atônita da menina, que não mais..
quarta dimensão de um tempo que será pra sempre..
quintessência do cheiro do que se foi..
sexto sentido de tantos sentidos que se afloraram..
sétima arte de arte alguma que não fiz..
oitava na peneira, oitava peneirando sob o sol..
nona sinfonia inacabada de desejo..
décima vez que não repito mais nada.

Tristeza

lucinana @ 22:06

Acho que perdi o gosto pela vida
Nada mais me apraz
De nada mais sou capaz
Não tenho mais vontades
Foram-se minhas verdades
Conheci o amor e ele se foi
Conheci a dor e ela permanece
Em mim tudo ainda dói
Só a melancolia ainda cresce
Não descobri ainda do que preciso
Pra me trazer de volta o sorriso
Vivo por obrigação
Vivo pelos amores que gerei
Vivo porque necessito
Até quando, não sei
Quero muito o meu pulsar de volta
A alegria da espera
A certeza do amor correspondido
O desabrochar da minha fera
Quero de novo a luz
Quero de novo a paz
Quero o que já fiz
Mas se não puder de novo ter tudo isso
Saberei dentro de mim
Que o tanto que já tive
Foi o que sobrou de mim...

Comigo

lucinana @ 22:06

Com fé

Com o pé na estrada

Compenetrada

Centrada

Sem nada

Sentada

Sentida

Sem ti

Parada

Comparada

Contada

Com tudo

Com nada

Contida

Contigo

Comigo...

Antes de ontem

lucinana @ 22:05

Se ontem completa
Hoje fragmentada

Se ontem saciada
Hoje sedenta

Se ontem exigente
Hoje complacente

Se ontem caminho
Hoje estrada

Se ontem consumida
Hoje consumada

Se ontem inteira
Hoje amputada

Se ontem plenitude
Hoje saudade

Se ontem alegria
Hoje vazia

Se ontem amor
Hoje a dor

Se ontem vivi
Hoje sobrevivo

Se ontem fui
Hoje serei?

Se ontem majestade
Hoje, onde o rei?

Se ontem juventude
Hoje maturidade

Se ontem a luz
Hoje o túnel

Se ontem natureza
Hoje o rímel

Se ontem simples
Hoje complicada

Se ontem tudo
Hoje, nada.

Apelo

lucinana @ 22:05

A vida não precisa fazer sentido
Mas precisa-se de um sentido pra viver

Sem sentido, desavisada
Sigo eu por essa estrada

Destituída de sentimentos
Desprovida de conhecimentos

Imota em meio a meus lençóis
Idiota frente aos comensais

Sigo só, rodeada de gente
Preferia seguir apenas em frente

Gelada, parada, acomodada
Estupidificada com os calores de nunca mais

Não quero nada que se possa comprar
Mas compraria o mundo pra nele apenas Estar

Onde posso encontrar-me de novo?
Sem achar-me, não me movo

Abandonada, envelhecida e pútrida
Essa é a extensão da minha ferida

Aqui e ali rasgos de alegria
Efêmeras , não mais as teria

Não sei se um dia o viver virá
Tampouco sei se alguém me terá

Onde diabos você está?

Acontece...

lucinana @ 22:05

Encontros há
q predestinados estão
encontros benditos
q escritos permanecerão

pessoas sós
pessoas emaranhadas em nós
pessoas q descobrem
o tom da sua voz

juntando solidão com solidão
juntando perdas com danos
juntando o toque das mãos
desfraldam-se todos os panos

acaso e destino se juntaram
não sei com que razão
fato é que descobriram
duas almas em união.

Antes

lucinana @ 22:04

distante
de tudo
de nada
de amante
de amada
diamante

instante
em tudo
ilhada
em nada
de cá
de lá
dilapidada

constante
pra tudo
pra ser
lembrada
pra ser
repente
por ser
amada..

Devaneio

lucinana @ 22:04

Crepúsculo de cor
máscara de dor
vai por onde eu for
alívio da alma
alicerce da calma
palmas pro amor
placar de espuma
brisa na bruma
sustentos da palma
magia virulenta
mania sangrenta
de apenas supor
transponho horas
dias afora
sem ter onde por
sede violenta
vida que devora
força que aguenta
vou-me embora....

Conto de fadas

lucinana @ 22:03

Numa carruagem qual cinderela
consegui alhures sentir-me bela
a carruagem em abóbora se transformou
minha beleza como a dela se findou

o príncipe a princípio apareceu
fazendo sentir-me amada
depois tudo esmoreceu
e percebi que não amara nada

aí vi que o príncipe não me bastava
que era o rei que eu queria
e como louca procurava
aquele com quem eu iria

reis postos, reis mortos
meus reis eram todos tortos
rainha jamais seria
um reino eu nunca teria

mas na terra do nunca tudo é possível
o espelho de Alice me chamava
o chapeleiro maluco se fez crível
o gancho do capitão me perfurava

tornei-me pequena, tornei-me sereia
varei estradas, cuspi areia
cheguei enfim ao reino encantado
do meu eterno namorado

e beladormeci de novo...

Sentidos

lucinana @ 22:03

Óleos bentos
olhos santos
tantos

Ouvidos moucos
gemidos roucos
poucos

Boca pintada
beleza velada
nada

Corpo desnudo
prazer mudo
tudo

Sentidos que transfiguram
Silêncios que transmudam...

Seguir

lucinana @ 22:02

a vida é a ausência da morte
o sonho é a falta da realidade
o azar é não contar com a sorte
interromper é não ter continuidade

parar é não querer seguir
o efêmero contradiz o eterno
chorar é não conseguir sorrir
o verão é a falta de inverno

se a coisa absoluta
um dia se torna relativa
sigo com minha luta
e pra morrer, basta estar viva...

Caminhos

lucinana @ 22:02

Seguir por caminhos outros
em busca da coisa mesma
se os outros são os mesmos
mesmo que outros não sejam

olhar por ângulos diversos
para desvendar o já visto
se a vista só lhe oferece
ângulos dantes obtidos

avançar sempre em frente
querendo que o atrás retorne
se o futuro não lhe pertence
que o passado te glorifique

Permanecer onde está
Esperando mais não esteja
Se a vida assim se lhe apresenta
Ainda que assim não seja..

Abecedário

lucinana @ 22:02

Alucino
busco
custo
deliro
encantro
fujo
gosto
hesito
impeço
juro
limito
mereço
noto
opino
peço
quero
resto
sinto
tento
uivo
vejo
xingo
zango

No abecedário dos verbos que me traduzem
falta a letra da minha vida...

Me leva

lucinana @ 22:02

A magia louca
do insólito dos tempos
que me transporta
à líricas sangrentas

O universo mágico
de homens insípidos
que me acalenta
à passos trôpegos

O firme propósito
de seguir impávida
que me alimenta
à goles mínimos

A procura ávida
do inócuo das coisas
que me limita
à breves sorrisos

A saga mágica
dos lírios brancos
que me alucina
à devaneios lindos

O bater das asas
da triste libélula
que me devolve
ao tempo certo..

Simples

lucinana @ 22:01

Simples assim
como simples fui
como simples serei
como simples és

simples assim
como simples a vida
como simples sabes
como simples seres

simples assim
como simples a forma
como simples informas
como simples sois

simples assim
como simples o sonho
como simples mistério
como simples fomos

simples assim
como simples detalhes
como simples maneiras
como simples soubemos

simples assim
como simples alegrias
como simples princípios
como simples textos

simples assim
como simples são
os simples contextos

Florescer

lucinana @ 22:01

Fogem-me as horas
Entristeço-me por tão pouco
Até por ter que optar por algo
Afinal, escolher entre uma e outra coisa
Não é eleger a melhor delas
Mas rechaçar a não-eleita
Meus desejos correm
Paralelos
Transversais
Prejudicam um ao outro
Tenho idéias vagas de mim
Imagens indistintas
Não me limito, entrementes
Prefiro estar disponível ás novidades
Floresço, imóvel, como se possível
Vivo esperando um futuro
Que não sei se virá
Sinto-me livre
Mas toda liberdade é provisória
E sempre escolhemos um tipo de escravidão
Percebo-me
Meu dom maior é não ser entravada por mim...

Leis

lucinana @ 22:01

São tantas as leis do mundo
Tantas e tão variadas
Que me ocorreu desta vez
Fazer delas piada

É lei pra apertar cinto
Lei da mais valia
( que nem sei para que vale)
Lei Áurea que liberta
Lei para que se cale

Até o azarado ganhou sua lei
Murphy agradece
E a famosa lei de Newton
Tudo que sobe, desce

Mas respiro aliviada
Até com certa emoção
Porque não ousaram acabar
Com as leis do coração

E por mim aqui confesso
Que sigo apenas algumas delas
Até mesmo com certo dom
Lady Chaterlley na cabeceira
E Lady Madonna no meu som.

Descoberta

lucinana @ 22:00

Descobri que o que faço
não está na força do meu braço
nem na frieza de um abraço
mas na firmeza do meu traço

que não quero valer pelo dinheiro
não quero ser remunerada
quero ser reconhecida pelo cheiro
quero apenas ser amada

descobri que o que fui
somar-se-á ao que serei
que não quero ser rainha
apenas ser amiga do rei.

Partes

lucinana @ 22:00

Parte de mim se foi
Outra parte se esvai
Se há ainda parte inteira
Essa parte me trai

Parte de mim é saudade
Outra parte sentença
Essa minha parte metade
Denuncia minha presença

Parte de mim é verdade
Outra parte me traduz
Não há parte maldade
Mas a parte que reluz

Parte de mim é vontade
Outra parte, certeza
Alguns, por piedade
Fazem da minha parte, beleza

Fundir parte com parte
Fazer delas uma só
Questão de vida e arte
Ou o triste retorno ao pó

Sentido

lucinana @ 21:59

Houve um tempo que nada fazia sentido
Que era guiada e não guiava
Veio o tempo de pensar sentir tudo
Era escolhida e não escolhia
E o tempo de sentir que pensava tudo
Era criatura mas não criava
O tempo começou a fazer sentido então
Era amada mas não amava
O tempo de sentir assentou-se
Eu amava mas não era amada
O tempo de pensar em tudo dominou-me
Eu mandava e não era obedecida
Sobreveio o tempo de tudo fazer sentido
Só aí eu senti que eu apenas sentia..

Complexo

lucinana @ 21:59

Junção de dedos
Anexo
Compilação de dados
Sem nexo
Aglomeração de todos
Sem sexo
Sorrir dos côncavos
Convexo
Amar os tolos
Complexo
Abrir os braços
Amplexo

Em

lucinana @ 21:58

embalada pelo blues
em baladas azuis
embolada em lilás
em boladas sutis
enrolada em anis
embrulhadas sutis
entalhada em gris
em talhos pueris
encalhada no fundo
em calhas profundas
entoadas versões
em toadas canções
entornadas as taças
em torno das massas
contornos de mim...

Ângulos

lucinana @ 21:58

Nas curvas dos recôncavos

baianos

Nos símbolos dos triângulos

mineiros

Sem quaisquer preâmbulos

ligeiros

Me desfaço dos recônditos

inteiros

Despetalo crisântemos

sem cheiro

Encurto diâmetros

ao meio

Sigo sem parâmetros

sem freios..

Verbalizando

lucinana @ 21:58

Sangro mares

singro lágrimas

semeio tempestades

colho ventos

teço os todos

esmigalho as partes

mereço

confundo artes

sinto-me imune

ausento-me da dor

pairo

sobrevôo

espaireço um pouco

resto-me...

Porque

lucinana @ 21:57

Porque nem sempre é o que parece ser

Nem sempre se ouve o que se quer ouvir

E se diz o que se quer realmente dizer

Porque nem sempre se tem o que se supunha ter

Nem sempre se olha o que se quer olhar

E se quer o que poderíamos querer

Porque nem sempre se sabe o que se pensa saber

Nem sempre se pensa o que se quer pensar

E se pode o que queríamos poder

Porque nem sempre se supõe certo

Nem sempre se espera o posssível

E se sente com a intensidade desejada

Mas sempre nos será permitido sonhar.....

Cena

lucinana @ 21:57

Caracterizar a vida
Corrompê-la
Custear erros e acertos
Carnavalizar
Comemorar desditas
Celebrar conquistas
Canibalizar a juventude
Comer concreto
Cuspir pedras
Compensar as perdas
Combinar as cores
Concretizar sonhos
Caçar amores
Construir precipícios
Cair em si
Confabular com os deuses
Carregar as dores
Cultuar amores
Cansei dos atores....

Destino

lucinana @ 21:56

Urge o tempo
ruge o vento
desalento

fecha-se o cerco
me perco
desacerto

rumo ao precipício
sem sacrifício
desperdício

aperto o passo
quero o abraço
descompasso

bate o sino
forte e fino
desatino

escrevo um conto
não acho o ponto
desencontro

desculpas
desterros
desditas
desafios
destinos de todos nós..

Pássara

lucinana @ 21:56

Passou o tempo da dor latente
o tempo do amor pungente
essas dores, esses amores
ecos de um outrora , de um outono
fez-se a luz, a tão estampada luz
essas luzes, meus arcabuzes
agora o reino de viver é meu
agora não mais o breu
rever estrelas
querer tê-las
atravessar rios
meus desvarios
agora o tempo do sorrir sorveu-me
minha sorte, meu suporte
seguir meu norte
enveredar-me sul afora
afundar-me em mim
descobrir-me outra
livre, leve e solta..

É

lucinana @ 21:55

Derrames , enxames, impropérios

Malícias, milícias, impérios

Elogios, loas, vitupérios

Prazeres, loucuras, mistérios

Falsos, indolentes, sérios

Tesouros, manias,minérios

Bares, lares, ministérios

Benditos sejam os cemitérios

Sinais

lucinana @ 21:55

Sem reticências e sem vírgula

apenas o sim e o não

o talvez deixo pra depois

interrogações pairam

exclamações tonteiam

a assertiva da vida a nega

nada de novo

a não ser as aspas

que fogem hífens afora

derramando traços

de caráter

mas sem juízo de valor

até quando, não sei

até significa um tempo que acabou

o passado tbém se estrutura

nas construções futuras

e ponto final.

Para poucos

lucinana @ 21:55

Foi um amor tão lindo

Tão puro

Tão obscuro

Incompreedido e, porisso

Pleno

Condenado e, porisso

Perfeito

Errado e, porisso

Completo

Foi um amor de poucos

Um amor de loucos

Maldito e, porisso

Sagrado

Profano e, porisso

Divino

Profundo e, porisso

Findo

Foi um amor de poucos

Um amor de loucos

Perene e, porisso

Único

Sereno e, porriso

Lúcido

Curto e, porisso

Mágico

Foi um amor de poucos

Um amor de loucos

Cálido e, porisso

Real

Lírico e, porisso

Carnal

Trágico e, com isso

Mortal

Foi um amor de poucos

Amor de loucos.

Faz tempo

lucinana @ 21:54

Me sinto muito bem

o certo vencendo o injusto

a razão perdendo pro coração

eu me exalando

irradiando paz e tranquilidade por onde passo

Não que tenha sido algo de maravilhoso

mas foi uma barreira interior vencida por força exterior

Meu coração não se cansa de ter esperança

As coisas se transformam e

aonde quer que vá

vou para ser feliz

e levo meu coração alegre

tocando canções que o faz ficar cada vez mais agitado

Vá ser estrela

vá olhar as coisas de cima

O nosso amor é tudo

é minha vida inteira

sou eu todinha

Olho em meus olhos

te vejo refletido nitidamente

Amo, exatamente

Não consigo me expressar

Qualquer bruxaria seria pouco diante da nossa magia

Podem falar que perdemos a noção de limite

mas eu digo-lhes: não

Nunca

Nós dois unidos jamais seremos vencidos

Força total

energia

Me abraça meu amor

desculpe o mau jeito

mas é todo seu

Não sinto nada

sinto-me

Apenas

Não pedimos licença ao sol

a lua nos guiou

nossa intuição solta nos ares

Romantismo histórico

Um compromisso tão pequeno

num amor tão completo

Em frente, o futuro

Enfrente-o

Ele é você

somos nós

Noite fria

submarino amarelo

festa junina acentuada

Em volta a indiferança

por dentro a diferença de poucos anos

Refletores à solta

não nos apagamos

Maravilha poder viver

poder gostar de você

Na noite viajamos

a realidade fugiu da gente

O caminho é grande pra tão pequeno tempo

A loucura de poder viver me envolve

Meus braços

teus abraços

Som

lucinana @ 21:54

O silêncio se insinua sôfrego
desesperado
pungente
preciso gritar aos quatro cantos do mundo
que há vida, que há fundo
alguma voz há de calar em mim
sob o risco de eu calar a minha voz...

Marcas

lucinana @ 21:53

Meu rosto estampa a história do que fui
a estética estática das rugas
o estereótipo das brumas
a carcaça indelével dos dias
a mordaça arrogante das noites
sonhos, açoites
segredos anunciados nas dobras
prenúncios desavisados nas sobras
marcada a ferro e fogo
chamuscada
carimbada
ostento os sinais da comunhão de almas
transito pelo caos da calma
presença inconteste cravada em pedaços de mim
o que a ausência fez
foi somente perpetuar o fim...

Sucessão

lucinana @ 21:53

A faca que corta a carne é a mesma faca que amansa a tarde......

A tarde que corrompe a noite é a mesma tarde que dominará o dia...

O dia que arruína as horas é o mesmo dia que constrói a aurora...

A aurora que vence a treva é a mesma aurora que o vento leva..

O vento que destrói mansardas é o mesmo vento que me acaricia a face...

A face que convulsiona a dor é a mesma face que sorri da vida

E a vida que atrapalha a arte nada mais faz que fazer sua parte

Falta

lucinana @ 21:52

Sentir que estou sem ti

Saber que um dia estive

Entender que estará

Onde ninguém mais esteve

Estar aqui, querendo aí

E aí querer o aqui de volta

No clamor do estio

Sentir que estou sem ti

Saber que estás em mim

Sofrer com a falta das estrelas

Que não me dizem o lugar

Onde um dia também estarei

Porque nele você está.

Os lados

lucinana @ 21:52

Se por um lado o lado de lá se lhe apresenta

Por outro lado este mesmo lado se ausenta

Se fizer dos lados opostos os lados aliados

E fizer do lado de lá o lado que cá seria

Então lado a lado as almas conviveriam

No jogo de dados que eu ganharia.

Nós e voz

lucinana @ 21:52

Éramos nós como podíamos não ser....

Éramos sós, como sói acontecer

Eram os nós que atavam o viver

Eram os pós que voavam no amanhecer

Eram os cós das calças por cozer

Era o dia que a noite encobria

Era a válvula de escape da magia

Era a menina que fingia que sorria

Era a eterna semente que afligia

A dádiva que não sei se merecia.

Avesso

lucinana @ 21:51

Gárgulas decrépitos

Dráculas banguelas

Batmans diurnos

Miríades de sílfides

Duendes doentes

Corcundas retráteis

Gnomos gozados

Palhaços fardados

Na lírica poética

Do avesso da lógica.

Cores

lucinana @ 21:51

Submarino amarelo

No fundo azul

Do Mar Vermelho

Encalha na praia dourada

De coqueiros verdes

E areias brancas

Mas nem isso consegue mudar o meu humor negro

Aquele vestido

lucinana @ 21:51

Aquele vestido continua no canto

Lembrando um dia que esperei tanto

E sorri seu riso e chorei seu pranto

Aquele vestido estéril

Naquela praça ignóbil

Que o fez erétil

Por motivos óbvios

Aquele vestido amassado

No canto jogado

Por mim odiado

Por ser o vestido

Que vestiu a esperança

De você um dia

Não ser mais lembrança

Lírica

lucinana @ 21:50

Relíquia mórbida

Da tépida página

Recato público

Da folha cálida

Passagem bíblica

De peso híbrido

Libélulas másculas

Mágicos pernósticos

A lírica poética

Da minha verve trágica

Máquina

lucinana @ 21:50

Sou máquina de viver

E um dia fui de fazer vidas

Serei talvez a ferrugem que dela saltar

Ou a peça que nela faltar

Máquina errante

Ciber máquina de um espaço de luz

Super máquina de nenhum espaço

Esperando que alguém

Algum dia

A saiba manejar

A saiba entender

Antes que por obra e graça do destino

Ela se deteriore por si mesma.

Porvir

lucinana @ 21:49

Arrepio dolorido de prazer escondido

Derrepentes esperados

Serpentes enroladas em círculos de dor

E calor

Amores pungentes

Lírios sufocantes

O ópio da vida que se esvai

Em fumaças de alegria

Em visões de pugilato

Delírio de tragar a dor

Antes q ela me trague

Então trago meu cigarro

E sigo pelo mundo

Soprando arroubos de quietude

Exalando a pujança

Do dia q está por vir.

Sem ti

lucinana @ 21:49

Sinto muito

Sinto tanto

Sinto o santo

Que quebrou

Sinto um pouco

Sinto nada

Sinto o pranto

Que acabou

Sinto dor

Sinto calor

Sinto o amor

Que machucou

Sinto então

Que sinto tudo

Que um dia

Se sonhou.

Fragmentos

lucinana @ 21:48

Madrugada escarlate

Ser errante que acerta

Os passos da incerteza

Odores ferinos

Feras modorrentas

Adormecidas sob o jugo da dor

Pantomimas do pensamento

Desabrochar de sonhos que não tive

Imagens

Fragmentos do que vivi

Ou do que um dia viverei

Ilusão perene

Silêncio gritante

Escaldante

Alucinado

Meretriz da vida

Que cobra pra apenas ser

A idéia do que fui.

O que fazer?

lucinana @ 21:48

Saber que passamos pro mundo uma imagem inversa do que na verdade somos é meio dolorido....saber que acham que somos o vilão, qdo na verdade somos o herói....saber que acham que somos os traidores, mas na verdade somos os traídos.....saber que nos tomam por ingrata, qdo na verdade nossa gratidão salta aos olhos....saber que acham que condenamos, qdo na verdade somos os condenados.....saber que pensam que somos o problema, qdo, na verdade, somos a solução...O que fazer diante disso?

Assim é..

lucinana @ 21:47

Sábado, hj....calmaria e tranquilidade no mar de tempestades que sou eu....Nem sei mais como viver em tempos de bonança, acostumada que sou com os desvarios...Mas deixo o barco da minha vida singrar os mares, navegados ou não..Um dia sei que chegarei num porto seguro qualquer, se é que quero isso, mesmo..Ainda terei que decidir se prefiro a fúria das águas revoltas ou a quietude de um cais de porto...

Devaneios..

lucinana @ 21:44

Sou tão absurdamente apaixonada por Música e Literatura, que na verdade acho que consigo extrair poesia das músicas que ouço, e lirismo dos livros que leio............!

Mulher

lucinana @ 21:44

" Era uma mulher como outra qualquer

Não sei se desse planeta

Nem sei se merecia

Apenas uma mulher

Que pensava que fazia

Era uma mulher que nada conhecia

Não sei se desse mundo

Nem sei se parecia

Apenas uma mulher

Que vinha mas não ia

Era uma mulher que sonhava demais

Não sei se desse jeito

Nem sei se poderia

Apenas uma mulher

Que chorava quando ria

Era uma mulher que buscava respostas

Não sei se dessa maneira

Nem sei se acharia

Apenas uma mulher

Que pela morte viveria."

Dentro

lucinana @ 21:42

" Um lamento urra dentro de mim

O pranto explode

O pensamento erra

O encanto eclode

Um pranto arrebenta dentro de mim

O sonho acaba

O silêncio mata

O caos se instala

Um pensamento explode dentro de mim

A paz se esvai

O delírio trai

A vida cai

Um encanto se acaba dentro de mim

A menina aprende

A mulher ascende

O que sobrou, transcende."

Frase

lucinana @ 21:40

" Vai ser, vai ser muito difícil de encontrar outra fonte capaz de compartir uma verdade ( e um preço) , que será um dia flor da vida verdadeira que você exala."

Nana

Mágica

lucinana @ 21:38

" Óh mágica da alma

Que me fez pulsar

Que me fez mulher

Que me fez melhor

Óh mágica dos dias

Que me fez crescer

Que me fez amar

Que me fez sofrer

Óh mágica da vida

Que me fez crer

Que me fez viver

Que me fez chorar

Óh mágica do tempo

Que me fez parar

Que me fez vir

Que me fez ficar

Óh mágica das mágicas

Que me fez ter você

Pra nunca mais!"

Arquivo | Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis